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Em muitas religiões afro-brasileiras, o termo “trabalho” se refere aos ebós, oferendas e simpatias. Que são um conjunto de comidas, animais e objetos oferecido aos deuses (orixás) para agradá-los, e com isso obter uma ajuda para corrigir alguma situação errada na vida de uma pessoa. Como toda magia, estes trabalhos acontecem tanto para o bem quanto para o mal de alguma pessoa, magia branca e magia negra.
A fotografia não deixa de conter uma espécie de pretensão mágica, ou pela tentativa de apreender o real, ou por prometer beleza , ou por transpor barreiras geográficas, ou simplesmente por brincar com a realidade através da arte, propondo novos significados e releituras para a vida cotidiana.
Este ensaio não nega seu lado mágico, pelo contrário, é uma espécie de louvor, “trabalho” realizado para e por Iemanjá, orixá dos dos rios, rainha de todas as águas do mundo. Ele aconteceu quando eu fazia uma reportagem fotográfica “um trabalho” para a revista National Geographic na praia de Arembepe, na Bahia, e um dos filmes caiu no mar, mas consegui resgatá-lo.E o que parecia ser um filme perdido, acabou virando um presente, uma oferenda. 

 

In many Afro-Brazilians religions, the term "work" refers to offerings. They are a set of foods, animals and objects offered to the gods (orixás) to please them, and with that, get help to correct some wrong situation in our life. Like all magic, these works happen as much for the good as for the evil, white magic and black magic.

Photography does not fail to contain a kind of magical pretension, or the attempt to apprehend the real, or to promise beauty, or to overcome geographical barriers, or simply to play with reality through art and proposing new meanings and re-readings for day by day life.

This essay does not deny its magic side, on the contrary, it is a kind of praise, "work" performed for and by Iemanjá, orixá (goddess) of the rivers, queen of all waters of the world. This photos happened when I was doing a photojournalism "work" for National Geographic magazine at Arembepe Beach in Bahia, and one of my films fell into the sea, but I dived into the sea and rescued this film, and what appeared to be a lost film became a gift, an offering of Iemanjá to me.