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Noite chinesa

Em 2014 fui convidado para expor “Autorretrato sensorial” na China. Antes de partir para o interior do país, onde aconteceria a exposição, aterrisei em uma inóspita e gigantesca cidade onde eu passaria uma noite. Me hospedei em um grande hotel, um destes não-lugares, iguais em qualquer parte do mundo. Flanei até me perder naquele imenso labirinto de ruas e sons, para tentar decifrar a reverberação que aquele estranho local me causava. Como num sonho, realidade e ficção se embrenhavam - eu estava em um lugar fora do compasso daquela cidade, em um outro tempo – rodeado de cobras, sapos, cogumelos, cachorros desidratados, cheiros, dinheiro, barganha - objetos que escalavam meu rosto e desafiavam meus sentidos.

Chinese Night

In 2014 I was invited to show "Sensory Self-Portrait" in China. Before leaving for the interior of the country where the exhibition would be held, I landed in a gigantic, barren city to stay overnight. I checked in at a grand hotel, one of those non-places that are the same the world over. I wandered until losing myself in that immense labyrinth of sounds and streets, trying to decipher the echoes that strange place caused in me. Fiction and reality entangled as if in a dream. I was somewhere outside the tempo of the city, in another time - surrounded by frogs, mushrooms, dehydrated dogs, smells, cash, deals - objects that climbed up my face and defied my senses.

Edu Monteiro